A sua voz aquece, sua música é para ser ouvida em frias noites solitárias. Terry Callier é guitarrista, cantor e compositor de jazz, soul e folk. Praticamente desconhecido ao longo de décadas, finalmente começou a ganhar o reconhecimento após a sua redescoberta durante o início dos anos 90. Nascido em Chicago, aprendeu a tocar piano aos três anos, começou a compor aos onze. Cresceu cantando em grupos doo-wop, um estilo musical vocal baseado no rhythm and blues e caracterizado por um backing vocal harmonioso e suave. Amigo de infância de Curtis Mayfield enquanto freqüentava a faculdade, ele aprendeu a tocar violão, e eventualmente tocava no ‘Fickle Pickle’ um café de Chicago onde chamou a atenção de Charles Stepney, arranjador da Chess Record, que produziu o single de estréia de Callier ‘Look at Me Now’ em 1962. Em 1964, conheceu o produtor Samuel Charters do selo ‘Prestige’, um ano depois eles entraram no estúdio para gravar ‘The New Folk Sound of Terry Callier’, no entanto, Charters viajou para o México com
as fitas originais e o álbum só foi lançado sem alarde em 1968.
Terry Callier lançou várias obras-primas nos anos 70, mas nunca atingiu o estrelato. Destemido, continuou a ser um personagem da cena musical de Chicago e em 1970 ele e seu parceiro Larry Wade, e seu amigo de infância Jerry Butler juntaram-se para compor e gravaram para rótulos locais. O sucesso aconteceu em 1972 com a música ‘I Just Can't Help Myself’ que acabou juntando novamente Callier com Charles Stepney, agora produtor da ‘Cadet’, que rendeu o álbum ‘Occasional Rain’ em 1973, uma bela fusão de folk e jazz que lançou as bases para o álbum do ano seguinte, ‘What Color Is Love?’, uma jóia rara, um álbum fabuloso, a começar pela capa, uma guitarra acústica nos levando para o folk e uma vocalização completamente soul. Apesar das criticas favoráveis e de construir uma base de fãs dedicados, Callier não conseguiu sucesso comercial, e depois de gravar ‘I Just Can't Help Myself’ em 1975 foi demitido.
Terry Callier ressurgiu em 1978 e finalmente conquistou as paradas de sucesso com o single ‘Sign of the Times’ e até apareceu no ‘Montreux Jazz Festival’. No entanto, depois de mais alguns anos de turnês ele praticamente desapareceu. No início dos anos 80 abandonou a música, pois, foi-lhe concedida a custódia da sua filha Sundiata de 12 anos de idade e decidiu procurar uma fonte de rendimentos mais estável. Estudou programação de computadores e em 1984 conseguiu um emprego na Universidade de Chicago. Ressurgiu das cinzas quando DJ's britânicos descobriram as suas antigas gravações, começando a tocá-las em discotecas. Terry convidado para tocar em clubes londrinos, nos seus períodos de férias no emprego, renasceu para uma geração pronta a reconhecer a sua qualidade. Posteriormente regressou às gravações publicando o álbum ‘Time Peace’ em 1998, o seu debut em uma grande gravadora depois de duas décadas com o qual ganhou o prêmio ‘Time For Peace’ atribuído pelas Nações Unidas, pela relevante contribuição artísti
ca para a paz mundial. Curiosamente, os seus colegas na Universidade de Chicago nada sabiam da vida de Callier como músico, mas após o prêmio as notícias da sua vida secreta tornaram-se conhecidas, levando-o a ser demitido pela empresa. Callier continuou a sua carreira musical.
2006-Life Lessons
CD1
CD2
2007-Collected
Nenhum comentário:
Postar um comentário